O Jornal

Social & MídiaO Jornal (The Paper, EUA, 1994)
Direção: Ron Howard
Elenco: Michael Keaton, Glenn Close, Marisa Tomei, Rubert Duvall
Gênero: Comédia, drama
Duração: 111 minutos
 
Dirigido por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vinci), O Jornal tem um cenário pré era digital (chegou aos cinemas em 94), mas ainda assim reflete na trama um conflito bem presente e atual: A corrida pelo furo e os conflitos éticos da apuração e do papel da imprensa.

O roteiro explora um período de 24 horas da equipe jornalística do The Sun, um tabloide nova-iorquino fictício. Nisto, toda correria, agitação e (principalmente, óbvio) estereótipos de uma redação estão presentes, com lutas burocráticas, os focas, reuniões pauta, prazos apertados, jornalistas querendo agarrar uma boa história…

…No caso, a boa história é o assassinato de dois executivos brancos, aparentemente por violência racial, na noite anterior à do “dia comum” (nada comum) do filme. Crime este que não foi coberto pelo The Sun na última edição e que culmina na prisão de dois jovens negros que foram vistos no local. A corrida na redação agora é para não levar um novo furo e publicar uma cobertura trazendo à tona o que realmente aconteceu naquela noite, mas a impetuosidade do relógio e a pressão executiva podem fazer com que a manchete do dia seguinte saia equivocada.

O editor (e protagonista) no meio disso tudo é Henry Hackett, o personagem vivido por Michael Keaton, que retrata aquele jornalista inquieto, dependente de cafeína, a ponto de um ataque de nervos, mas que ama seu trabalho. Com uma esposa grávida prestes a dar a luz, o tempo escasso por longas jornadas e pouco dinheiro por conta do trabalho em um jornal pequeno, Hackett vive o conflito de abandonar a rotina frenética para agarrar a oportunidade de trabalhar em um jornal maior, mais rico e talvez “mais chato”.

O interessante do longa é o modo como ele aborda dois pontos distintos dentro do jornalismo: Tanto questões de como jornais e autoridades manipulam a informação de acordo com interesses quanto o papel do jornalismo como ator social, com a responsabilidade de trazer os fatos apurados e desfazer inverdades. Apesar de a trama derrapar um pouco perto do final, o conjunto é muito bem amarrado e resulta num filme muito recomendável para jornalistas, estudantes ou apenas quem aprecia uma boa produção sobre o “quarto poder”.

 

Trailer

 
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