malditos-pop-ups

Quem não se lembra do drama que era, lá nos primórdios dos anos 2000, quando navegava pela internet discada e, ao abrir um site, se deparava com várias janelinhas de propaganda infestando sua tela? Esse cenário era comum e odiado, até que, com o avanço da web, foi ficando mais raro. Entretanto, nos últimos tempos, há uma movimentação de resgate do uso de pop-ups. Claro, a prática não havia sumido totalmente e tem lá sua utilidade, mas está ganhando força agora com o uso dessas janelinhas para pedir likes na fan page do site no Facebook.

Tenho visto mais e mais canais adotarem essa prática, com pop-ups menos evitáveis que os  de antigamente, construídos em Javascript como um “objeto” na página em vez de simplesmente abrir uma nova janela do navegador (existem dezenas de opções e extensões para evitar isso, inclusive nos próprios navegadores). O problema dessa prática é que pode ser bem irritante, uma vez que é uma tática agressiva. Eu, como usuário, não consigo deixar de pensar “putz, outro?!” toda vez que abro um site e me deparo com uma mendigagem dessas. A frustração é ainda maior quando isso teima em aparecer constantemente em blogs e portais que eu já curto há tempos. Dá vontade de dar um dislike só de desaforo.

Como profissional de comunicação com os dois pés no digital, eu consigo entender a lógica de quem adota o recurso. Há uma euforia por resultados rápidos em números, principalmente gerindo a conta de um cliente. Mas calma, cara: se seu conteúdo for realmente bom e me fizer sentir que não gastei à toa meu tempo, se eu achar sua marca simpática/legal/útil/incrível, EU vou fazer questão de procurar sua fan page e curtir. Só vou ficar tão frustrado quanto com os pop-ups se ela for difícil de achar ou for gerida de forma meia-boca, com Chapolins Sinceros e afins.

Como não dá para deixar de exemplificar a tal tendência que estou falando, abaixo alguns prints dos pop-ups em ação:

Lá vamos nós…

Lá vamos nós…

Outro.

Outro.

Esse "só" te obriga a clicar, bloqueando o site por mil segundos

Esse “só” te obriga a clicar, bloqueando o site por mil segundos.

Aqui pelo menos tem a opção de não exibir novamen.te

Aqui pelo menos tem a opção de não exibir novamente.

pop5

Por que me pedem isso se eu já curti a página?

Enfim.

Não estou dizendo que usar pop-ups é um crime. Eles são um recurso como qualquer outro que temos à disposição atualmente. E, como tal, se forem mal utilizados perdem a relevância e potencial. O que vale é planejar e definir os objetivos sem esquecer o público-alvo e a tática mais adequada para cada situação. Há N modos de construir uma base de fãs. Então vale a pena, por obséquio, pensar uma, duas e 30 vezes se o companheiro pop-up é a melhor opção dentro do seu planejamento. Se for, apenas use corretamente.

Isso tudo levanta uma série de questões: qual é a importância de um “fã” e o que ele significa para a marca? Esse uso de pop-ups significa necessariamente reunir um público qualificado? Alguém está medindo se a adoção deste recurso trouxe um resultado qualitativo, além do simples número no contador dos likes?… As respostas estão muito ligadas ao planejamento em cada caso ou a falta dele, mas vale considerar fatores mais amplos que simplesmente “bombar o Feice”.

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