TABLET

Você tem um tablet? Com a popularização dos smartphones, cada vez mais potentes e com telas grandes, muita gente não percebe muita utilidade no tablet, inclusive com algumas pesquisas recentes indicando queda na venda desse gadget. Eu vejo isso como algo natural: para quem apenas acessa redes sociais, só joga CandyCrush e consome o básico do mundo digital, a compra realmente não faz muito sentido. Mas o tablet tem um valor bem consistente para um nicho um pouco menor, de quem lê bastante, consome e cria conteúdo digital de forma mais hardcore, que precisa de mobilidade e de um meio mais confortável para realizar tarefas que podem ser um pouco incômodas no smartphone. Esse é o público que precisa de um meio-termo entre o celular e o laptop.

Foi pensando nessa característica do tablet que há algum tempo eu adquiri um modelo relativamente simples, o Galaxy Tab 2. Apesar de não ser o top de linha, meu tempo utilizando esse aparelho mostrou que foi uma das melhores compras que eu já fiz. Em várias situações, estar com o tablet fácil me poupou de ter que ligar um computador, de carregar um notebook pesado pra cima pra baixo, me ajudou nos estudos, na produtividade e a ler mais. Por isso, compartilho abaixo principais pontos de como tablet otimizou minha vida:

– Leitura de e-books, pdfs e revistas digitais. Ler em uma telinha minúscula é um saco. E, por mais que eu goste de livros de papel,  a praticidade do tablet é bem óbvia, pois economiza espaço, você pode andar com centenas de livros e revistas de uma vez,  e é muito mais fácil de levar para qualquer lugar. Assim, eu só compro a versão impressa do que realmente vale a pena ter palpável, na prateleira.

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O aplicativo Kindle, da Amazon, facilita ainda mais, com um acervo enorme de livros gratuitos ou a preços acessíveis, à vezes bem mais baratos que a versão física. Sem contar que muitas obras célebres estão em domínio público, como as do Machado de Assis, disponíveis para baixar legalmente, de graça. Com a praticidade do tablet, o custo-benefício foi grande e eu acabei lendo coisas que demoraria bem mais para adquirir como livro físico.

– Facilitando os estudos. Tem um pouco a ver o item acima, já que é consequência dele. Com o tablet, muito do conteúdo que eu preciso pra estudar ficou mais acessível e portátil, o que me ajudou bastante em uma pós-graduação recente que eu fiz e na elaboração do TCC. É uma diferença enorme em termos de economia de tempo, dinheiro e espaço se comparado com a minha época de faculdade, quando havia pilhas e mais pilhas de xerox que eu tirava e carregava na mochila das leituras pedidas pelos professores, além dos livros. No tablet, é muito mais prático armazenar os diversos arquivos em pdf e apresentações para ler, grifar fazer observações no conteúdo, sem sujeira ou bagunça.

– Chega de gavetas lotadas de HQs. Como todo bom nerd, eu também gosto de ler HQs, só que a situação da falta de espaço para as revistas mensais que eu comprava estava ficando crítica, com gavetas empanturradas. O cenário era digno daquele programa sobre acumuladores. Com a possibilidade de ler as versões digitais, pude economizar espaço e dinheiro, reservando a verba para encadernados das histórias que realmente valem a pena ter na prateleira.


– Anotações e produção de conteúdo. O tablet ainda não supera um bom PC ou notebook na hora de escrever ou mexer com conteúdo, mas quebra o galho melhor que o smartphone. Quando não estou em casa e tenho um tempo livre para escrever para o blog ou mesmo para freelas e outros trabalhos,  o Evernote cai como uma luva. Faço anotações rápidas e até textos inteiros nele, o que já adianta um bocado a vida e otimiza o tempo. Este post mesmo foi quase todo escrito no tablet.

Programas como Docs e outros do Google facilitam muito a vida para abrir e editar documentos, planilhas e apresentações. Já vi gente falando que monta PPTs inteiros no tablet (mais especificamente,  um iPad de 10 polegadas, o que deve facilitar). Eu nunca fiz isso, mas a possibilidade de escrever e organizar ideias  pelo gadget é certamente bem conveniente e mais confortável que em qualquer celular.

 – Consumo multimídia. O tablet tem uma tela bem mais confortável para  assistir vídeos. Se você estiver em uma viagem, por exemplo, é muito conveniente poder acessar a Netflix ou o Youtube de qualquer lugar e assistir em uma tela melhor que a do smartphone.

– Claro, os jogos. Sim, porque nem só de jogos casuais como CandyCrush, Angry Birds e Temple Run vive o mobile. E a tela maior do tablet só ajuda a aproveitar. Atualmente, muitos jogos clássicos são adaptados para iOS e Android, além dos títulos interessantes e originais que são lançados. Há até a opção de emuladores de videogames como Snes, Mega Drive, Game Boy Advanced e Playstation.

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Como gosto bastante de RPGs, estou jogando a versão para Android de Final Fantasy IV, que tem um visual muito bacana, superior ao da versão similar de Nintendo DS. Acho que um futuro bem possível para o mercado jogos é a extinção de consoles portáteis como o PS Vita e o DS, já que celulares e tablets estão cada vez mais potentes e acessíveis.

 – Muitas outras possibilidades. De acordo com as necessidades que surgem, ter o tablet em mãos sempre é conveniente. Aplicativos e funcionalidades estão disponíveis ao gosto do freguês. É possível editar vídeos, usar a versão mobile do Photoshop para editar imagens, fazer gravação e edição de áudio, etc. e etc. Há até artistas que gravam álbuns inteiros com um iPad, como o grupo Gorillaz, só para dar um exemplo.

Enfim. Muita gente fala sobre como os eReaders, como o Kobo ou o próprio Kindle, são superiores em termos de experiência de leitura e vida da bateria, que dura bem mais que qualquer tablet. Mas eu ainda acho que os tablets tendem a vencer a disputa por oferecer muito mais possibilidades de uso e de consumo de conteúdo. Minha escolha vai para versatilidade.

A tela dos eReaders realmente é melhor para leitura, pois não é brilhante e não reflete, se aproximando do papel, mas é possível atenuar um pouco a desvantagem do tablet. Minha solução foi bem simples: colocar uma película fosca na tela. Além de ajudar a não manchar a superfície touch, esta película tira um pouco do brilho e o reflexo, o que deixa a experiência de ler mais agradável.

Outra discussão é a eterna iOS VS Android, em que muita gente diz que os iPads são superiores por oferecerem uma gama mais selecionada de bons aplicativos adaptados à tela maior. Eu optei pelo Android porque, particularmente, não gosto de algumas restrições que os aparelhos da Apple impõem aos usuários,  além de ter no meu Galaxy aplicativos que atendem bem às minhas necessidades.

E você, qual é a sua preferência? Compartilhe nos comentários suas opiniões e experiências com tablets ou eReaders. Vamos trocar ideias!