
Nas últimas semanas, o mais do mesmo da blogosfera sobre mídia social ganhou uma palavra nova ao seu vocabulário às vezes um pouco escasso, com repetições incessantes de Facebook, Twitter, Tumblr e Google+: “Pinterest”. Uma rede relativamente nova, lançada em março de 2010, que está alcançando um crescimento muito expressivo desde o final do ano passado e atraindo a atenção de grandes empresas.
Segundo estudo da Shareaholic, que oferece compartilhamento de links nas redes, o tráfego que a rede está gerando para sites de varejistas já é maior que as visitas trazidas por velhos conhecidos YouTube, Google+ e LinkedIn. Como assim? O que é Pinterest?
Literalmente, um mural
Sabe o seu perfil em redes como Facebook em que você chama o campo de atualizações de “mural”? O Pinterest vai mais fundo neste conceito e apresenta um mural virtual para o usuário, onde, como em um mural real, o usuário “prega” (pin = alfinete) coisas que achar interessantes.
A rede trabalha basicamente com o conceito visual, de coleções de imagens e vídeos: Se você encontra um site com algo interessante, pode colocar/favoritar no seu mural uma imagem da página, com a fonte devidamente citada. É como um lembrete com fotos das coisas que você gosta.
Como no Twitter ou no Tumblr, você pode seguir ou ser seguido e reproduzir conteúdo como um retweet ou um reblog (aqui, ‘repin’) além de também poder curtir e comentar as publicações. Do mesmo modo que os usuários, as listas individuais de cada um também podem ser seguidas de acordo com a necessidade.
A organização das postagens dos perfis é simples, por etiquetas chamadas “boards” (“quadros”), dando a possibilidade de facilmente separar suas imagens por temas e interesses. À primeira vista, a página principal, o mural, lembra bastante os templates mais visuais do Tumblr e, devido às suas funcionalidades, deve agradar os adeptos desta rede de blogs.
Uma amiga no Twitter mencionou similaridades de com outra rede, We Heart It, que também trabalha exclusivamente com a idéia de imagens e de favoritá-las dos respectivos sites. No entanto, o Pinterest é mais abrangente (e menos cor-de-rosa), e traz mais funcionalidades para promover conteúdo.
O Pinterest ainda não está aberto para todos os usuários, coisa que deve mudar muito em breve. Para participar da rede, interessados precisam cadastrar seu email no site e aguardar um convite ou pedir para algum amigo que já tem perfil para convidá-lo.
Como o Pinterest pode ser útil para as marcas?
Muitas empresas, principalmente focadas em produtos e comércio, estão utilizando o potencial de experiência visual da rede para atrair para novos produtos e levar tráfego para os seus sites. A julgar pelas informações da Shareaholic, com sucesso. Empresas como a GAP criaram perfis para exibir seus produtos e imagens relacionadas à marca.
As possibilidades são muitas, dependendo da criatividade. Desde ser apenas mais um canal para promover um blog até um espaço para exibir um portfólio, trabalhos e chamar a atenção de clientes para os seus catálogos. É possível separar listas e trabalhar a identidade e apelo de uma marca de forma bem interessante.
Como um “Twitter visual”, o serviço favorece as atualizações rápidas, mas matém no perfil um acervo bem interessante, se bem organizado. Além disso, as características de impacto visual são um trunfo em um mundo onde o público conectado tem mais vez mais informação e menos atenção, não é mesmo?
E você, já conhecia o Pinterest? Enxerga potencial na rede? O que viu de mais interessante por lá até agora?

